quarta-feira, 6 de junho de 2007

O conselho que a gente não sabe se deve dar...

Hummmmm....

Naquela vontade de falar muita coisa, mas com poucas coisas pra dizer de verdade!

Tava lendo jornal, a Folha.

Segundo o jornalista, virou moda a invasão das reitorias nas universidades, excluindo todo o aspecto político e discutível disso tudo, tantas coisas em poucos segundos passaram pela minha mente, tantas coisas inúteis já que to acordada desde as cinco da manhã (e isso é assunto de um próximo post), pensei: logo vem um psicólogo explicar o movimento com aqueles argumentos de que a humanidade quando num espaço coletivo é seguida por impulsos, fazem coisas sem refletir como não fariam num modo singular. Me lembrei disso, por que quando ocorreram aqueles carros queimados na Europa ano passado foi o que mais li durante o processo, até as coisas acalmarem, ou não (caetaneando).

Ficou tudo meio sem sentido o que escrevi porque como disse não queria falar nada disso no aspecto inteligente de um discurso.

Tava pensando nas coisas realizadas coletivamente, desde as lutas até os rituais, como o casamento.

Será que casamos sem pensar, logo, moramos juntos e ficamos desesperados com a situação e batemos um no outro até refletir e assim tomar posição singular?

Hoje não falo de mim, mas de alguma amiga minha, que vejo numa situação destas, estacionada num tempo num espaço que é comum ao coletivo, embora quando feito é tão particular, tão solitário quando realizado à maneira da sociedade.

A menina casa porque está velha demais pra ser solteira, porque a natureza lhe exige filhos, porque a independência está lá em alguma revista jogada no banheiro.

A sociedade fica feliz, os padrões rígidos agradecem.

Nada disso é novidade e poderia ter sido escrito há séculos, mas quando escrito hoje, dói.
O mundo dela é cheio de atritos, o mundo dele também, a casa vai se acostumando e o corpo vai envelhecendo e concordando com tudo, se o filho chegar, eles rirão e podem acabar sendo um casal de irmãos que se amam cuidando da vida de outro.

Queria tanto dizer pra ela fugir...

Mas quem sou eu pra dizer a felicidade de alguém?

Talvez seja essa, a felicidade dos quadros da vida camponesa, a alegria que muitos querem e se saciam.

PS: não fiquem com medo da TPM-filosófica, ela passa!!!

PS solidário: já caí em todas as armadilhas do coletivo e nem eram surpresas....

PS antecipado: antes de algum comentário, não acho que casar é ruim, não acho que a vida a dois implique no fim da independência, mas sobre casar em nome de uma tradição nos dias atuais ou em qualquer época me dá tristeza, e se ainda falo nisso, é pq ainda existe.

PS dos PSs: coloquei "invasão" e não "ocupação" . Assim que o jornalista escreveu, ok?

2 comentários:

Anônimo disse...

Lu... Conselho é coisa estranha. A gente fica ali, entre dar e não dar. Entre querer ajudar e não querer se intrometer. Afinal o que é amar? É ajudar? É opinar? Participar? É ficar quietinho enquanto o outro sofre, mete os pés pelas mãos? Não sei...

...

E conselho dado? Costumo sempre ouvir o que me dizem, mesmo quando não concordo. Se quem diz é especial, o conselho deve ser importante. Acho sempre importante ouvir todos os lados, mesmo que eu discorde profundamente do que foi dito. Mesmo quando brigo com quem dá o conselho, um tempo depois, quietinha no meu quarto, relembro as palavrinhas que me falaram...

Seu texto deixa a gente um pouco triste. Difícil encontrar solução. Lembro do meu tio, falando sobre seu filho: “ele vai ter que ir lá, quebrar a cara. Sei que vai quebrar a cara, mas o que posso fazer?”. Aquela vontade de acolher, de proteger... Meu tio preocupado, tentando arranjar solução. Sim, tudo leva a crer que ele tem razão. Mas vai saber... A vida não é tão previsível quanto parece... Que é duro, é. Ver quem amamos indo para um lugar onde só vemos sombras não é nada fácil...

E quando a gente mesmo se pega indo para lugares ruins? “Já conheço os passos dessa estrada e sei que não vai dar em nada, seus segredos sem de cor...” O que a gente faz??? Dá conselho interno? Puxa a própria orelha??? Finge que não está ouvindo?

Quanto a casamentos... Hummm... O que dizer? Que entendo pouco do assunto??? Lembro de um poeminha de uma moça brasileira/italiana (O livro tá na casa da Sol, quando eu pegar, coloco aqui...). Um poeminha triste, que fala disso tudo aí que vc diz...

Pra terminar esse papo sem pé nem cabeça, deixo outra musiquinha do Chico:

“Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade”

Beijos. Camila.

freefun0616 disse...

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