segunda-feira, 11 de maio de 2009

dá medo.



Bom, faz tempo que não coloco nada pessoal aqui, pra ser mais exata, nunca coloquei algo intimo. Mas, as vezes, expor os medos nos faz bem, nos faz olhar pra gente...



Semana passada, peguei ônibus pra Sorocaba, como sempre. Entrei atrasada, como sempre. Senti algo estranho na estrada, pensei ser a correria. Era uma vertigem imensa (se é que dá pra medir vertigem).Peguei outro ônibus, o urbano, desci e me senti patética quando quase caí, mas ainda assim insisti em dar aulas. Foi uma semana bem cansativa, na terça e na quinta saindo no ônibus de 6 e 20, rodava tudo, eu queria estar mais forte e ia seguindo. Até que me vi no hospital tomando soro com Dramim.
Desde então me vi em uma crise aguda de labirintite. Tudo roda, meu ouvido está tapado, com zumbido insistente, tive muitas vezes sensações de desmaio, de calafrios, arrepios...
Parece uma bebedeira (daquelas que a gente pensa que nunca mais vai beber na vida), eu pensei que fosse morrer.
Aí veio o medo, medo de deixar quem eu amo, medo do que vem depois, medo de ficar zuada assim, pra sempre... (bem ao estilo dramalhão mexicano, mas nem era a tal nova gripe).

Ainda estou meio zuada, com muita fraqueza, quando escrevo dez minutos, tenho que descansar...(horrível)

Como pode as coisas mudarem assim tão rápido? Como pode a gente ser tão fraca que nem imagina?




Mas não vou deixar ninguém que eu amo sozinho, logo me recupero!

***

Estou entrando em novo blog, com uma linguagem mais enxuta ou sem erros de português, lá vou falar sobre educação, experiências de sala de aula, absurdos que acontecem neste sistema e tralala, mas só depois do fim da crise, da minha.

Ps.: Nestas horas a gente vê muita coisa, além dos vultos, vê quem gosta da gente, sempre ;)
Ps. do ps.: a menina da foto é a Ana Clara brincando no parque da luz.