Hummmmm....
Naquela vontade de falar muita coisa, mas com poucas coisas pra dizer de verdade!
Tava lendo jornal, a Folha.
Segundo o jornalista, virou moda a invasão das reitorias nas universidades, excluindo todo o aspecto político e discutível disso tudo, tantas coisas em poucos segundos passaram pela minha mente, tantas coisas inúteis já que to acordada desde as cinco da manhã (e isso é assunto de um próximo post), pensei: logo vem um psicólogo explicar o movimento com aqueles argumentos de que a humanidade quando num espaço coletivo é seguida por impulsos, fazem coisas sem refletir como não fariam num modo singular. Me lembrei disso, por que quando ocorreram aqueles carros queimados na Europa ano passado foi o que mais li durante o processo, até as coisas acalmarem, ou não (caetaneando).
Ficou tudo meio sem sentido o que escrevi porque como disse não queria falar nada disso no aspecto inteligente de um discurso.
Tava pensando nas coisas realizadas coletivamente, desde as lutas até os rituais, como o casamento.
Será que casamos sem pensar, logo, moramos juntos e ficamos desesperados com a situação e batemos um no outro até refletir e assim tomar posição singular?
Hoje não falo de mim, mas de alguma amiga minha, que vejo numa situação destas, estacionada num tempo num espaço que é comum ao coletivo, embora quando feito é tão particular, tão solitário quando realizado à maneira da sociedade.
A menina casa porque está velha demais pra ser solteira, porque a natureza lhe exige filhos, porque a independência está lá em alguma revista jogada no banheiro.
A sociedade fica feliz, os padrões rígidos agradecem.
Nada disso é novidade e poderia ter sido escrito há séculos, mas quando escrito hoje, dói.
O mundo dela é cheio de atritos, o mundo dele também, a casa vai se acostumando e o corpo vai envelhecendo e concordando com tudo, se o filho chegar, eles rirão e podem acabar sendo um casal de irmãos que se amam cuidando da vida de outro.
Queria tanto dizer pra ela fugir...
Mas quem sou eu pra dizer a felicidade de alguém?
Talvez seja essa, a felicidade dos quadros da vida camponesa, a alegria que muitos querem e se saciam.
PS: não fiquem com medo da TPM-filosófica, ela passa!!!
PS solidário: já caí em todas as armadilhas do coletivo e nem eram surpresas....
PS antecipado: antes de algum comentário, não acho que casar é ruim, não acho que a vida a dois implique no fim da independência, mas sobre casar em nome de uma tradição nos dias atuais ou em qualquer época me dá tristeza, e se ainda falo nisso, é pq ainda existe.
PS dos PSs: coloquei "invasão" e não "ocupação" . Assim que o jornalista escreveu, ok?