segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

da arte de finalizar as coisas

2011 foi um ano todo meio, todo metade mesmo.
Janeiro fui respirar em terras porteñas pensando que nunca mais teria um casamento ou um amor, mas era só janeiro.
Em fevereiro dei adeus a minha avó que ja vivia metade aqui porque metade já estava em algum lugar contando histórias portuguesas, cantando músicas alemãs.
O carnaval foi meio capenga e a escola foi meio rotina. E eu me senti meio casada, meio solteira, e tendo meio que encarar muita responsabilidade. Foi sofrido embora bom ser a mãe que quer garantir a lucidez no futuro de uma criança oferecendo toda a ludicidade que se pode. A tristeza é saber o quanto não se é reconhecido por muita coisa. O que não deveria importar.
Pessoas importantes na minha vida foram embora, simplesmente sem motivo que eu considerasse justo, e eu decidi não ir atrás. O meio que não justificava os fins.
Mas tive grandes amigos também. Amigo que me escutou chorar o leite derramado repetidas vezes, que me fez encarar a vida e sorrir no fim da noite.
Falando em sorrisos, meus sorrisos em 2011 foram muitos, porque claro que se metade foi meio assim, o resto foi muito feliz. Quando parimos a melhor companhia do mundo, e esta faz 8 anos, ja da pra considerá-la além de filha a amiga pra vários tipos de conversa, então cada ano é um ganho e são muitos novos sorrisos.
Outra coisa é trabalhar com criança, isto deixa mais fácil ser feliz. Quando os adultos do teu trabalho estão de mau humor, você fecha a porta da sua classe e é feliz assim.
O segundo semestre passou voando, muito rápido mesmo. A vida foi uma correria de trabalho, pós, entre outros, que pouco sobrou tempo pra mim. Saí da natação e engordei uns quilos, fiquei extremamente irritada em não ter a genética da magreza, mas enfim... Tentei fazer dieta, mas no fim do ano tive que mudar de escola e a ansiedade não me deixou parar de comer.
O Corinthians foi campeão e o doutor Sócrates foi embora no mesmo dia, e se vocês ja sabem disso, eu sei que sabem, tenho que deixar aqui porque foi significativo pro meu ano e história.
Aprendi algumas coisas em 2011. Aprendi que consigo ir pra alguns lugares sozinha. Aprendi que o envelhecimento é externo e o amadurecimento é relativo. Aprendi que se eu nao me respeitar não preciso que ninguém respeite mais e que a vida é mais difícil pra quem anda de coleitvo. Outra coisa é que tem pessoas que passaram pela minha vida que realmente irão fazer uma falta danada no meu dia-a-dia quando forem embora e outras que eu nem me darei conta, mas não farão a mínima diferença. Realmente um dia a gente percebe que se implica demais com defeitos dos outros que são bem parecidos com os...nossos. E que tem pessoas bem maldosas no mundo e que o único jeito é entender que é assim e ponto.
Percebi que é melhor ter um notebook pra digitar deitada na cama como faço agora e aprendi a baixar filmes bons. Peguei numa cobra pela primeira vez (sério) e perdi o medo delas.Aprendi um prato com Gordon Ramsay que só farei em 2012. Ah e o melhor, encontrei um remédio pra tpm que me deixa menos perigosa neste período.
Entendi que meu pai nao mudará, nem minha mãe, vulgo, madre Tereza de Caucutá. Só eu posso mudar, e só um pouquinho de cada vez.
Ah, e compreendi que hoje sou melhor que 10 anos atrás e isso é muito bom.